Relembrando-me

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Sinto a orgia de fatos, dos mundos novos e suas novas portas que se abrem sem cessar. Algumas novas desilusões, é óbvio. Novos sentimentos que martirizam nossas novas pessoas.

Sobriamente, trago-ante-trago, delicio-me com fúteis lembranças de palavras doces e salgadas, que dançam alegres sob a melodia de minh’alma.

As vezes é interessante relembrar fatos e embeber em alegria movimentos antigos. As vezes é necessário enterrar amarguras, sentir que sua música já não tem partituras, amar pessoas mesmo que inseguras, beijar bocas, mesmo perdendo a compostura. Viver, calar-se, deixar transpirar o sentimento de derrota para aflorar alguma vitória.

Quase derrota-após-vitória-após-derrota.

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

<p>Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.</p>