Rápido foguetão.

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Os babacas que comentam no YouTube estão se espalhando por blogs e twitters. Achei que eles não fossem sair da redominha RedTV, mas estava enganado.

Aliás não sei se você já percebeu, mas o YouTube é o lugar onde tem mais comentários idiotas em português de toda a internet. Não tem salvação.

O brasileiro mediano está emburrecendo com a internet. É triste.

O ano começou estranho.

Este blog já não tem valia.

Meu carro foi uma das vítimas das chuvas que acomederam o centro-far-oeste  brasileiro. Foi feia a coisa: aplicaram-no indenização integral por perda total em sua vida, o que me deixou, assim de súbito e atordoado, sem meu xodó.

Aliás esse carrinho branco que hoje está no reino dos céus dos carros 4×4 que não davam vexame era um dos únicos carros que eu realmente gostava a ponto de apreciá-lo. Os outros tiveram seus charmes e pontos altos, mas um 4×4 é diferente, tem nome e apelido e faz coisas que você jamais faria com outro pezim de borracha por aí.

Estou há 52 dias sem carro. Depois do incidente, fiquei fora do ar por uns dias, fui para o sul por outros e neste ínterim todo, o seguro ficou na lenga-lenga habitual. Pensei em comprar um novo 4×4, pensei em comprar um popular e um 4×4 mais ossudo.

A questão primordial disso tudo é que eu estou, no momento, sem carro na pior cidade brasileira que se pode ficar sem carro: Brasília. Aqui não tem calçada. O transporte público é sucateado por monopólios de longuíssima data e não se vê ciclovias.

Aliás, ciclovia é uma coisa meio sem lógica aqui, mesmo porquê pedalar uns 30km por dia para se deslocar neste sol libertino é um sacrilégio epitelial.

Então lá estou eu andando de metrô e encontrando gente feia todo dia na rodô. É cômico e eu tenho vontade de fotografar todas as figuras impressionantes que vejo.

Não teremos resoluções de ano novo. Nunca funcionou com essa promiscuidade volátil que minha vida leva.

Como sempre, perdi o foco. E desta vez, minha podre máquina fotográfica também.

Estou de olho em uma nova vida, totalmente autômata e fora dos padrões normais de existência. Deadline para junho.

E aí o carro novo — o qual estava com a chave em mãos — sucumbe da minha vida sem saber o por quê.

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

<p>Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.</p>

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