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Final de ano concorrido e social. É assim que eu poderia resumir em uma frase como foi meu retorno ao Brasil depois de um ano e meio coçando frieiras em terras paraguaias.

Achei, primeiramente que o evento seria de comoção nacional e taquicardia plena: ledo engano. A viagem dentro de um Cessna 525B nunca é tranquila sobre o oceano. É claro que eu achei ridículo o bando de macaco fazendo fila no portão de embarque UMA HORA antes do mesmo começar a chamar. Mas esse tipo de comportamento, aplausos no pouso, impostos e políticos corruptos nunca deixarão de existir.

Cheguei no Brasilzão e o que era de se esperar? Sim, vontade de: tomar Cini Framboesa, comer pamonha com uma fatia de goiabada dentro e descascar uns pinhões assados na chapa. Só não rolou pinhão porque estamos no verão. Guaraná perdeu a graça, uma vez que a Compal resolveu fabricar em Carnaxide o sumo viciento, gajo.

Eu suspeitava que viajar para o Brasil não seria como viajar de férias e isso é verdade. Primeiro porque todo mundo está trabalhando enquanto você flana pela cidade. Tudo tem que ser fora do horário comercial. O povo não pode encher muito o caneco ou então dormir tarde. Então o social recaiu para noites e finais de semana.

As coisas no Brasil estão caríssimas. E ninguém liga pra isso. O chopp grande por 15 e qualquer saída casalzinho morre em 80. Ceis tão maluco mesmo.

Continuo com aquela mania de não saber o que é saudade e o pior: não ter saudade das coisas. Eu esperava uma força invisível e inefável que me agarrasse pelos gragumilhos e causasse um arrasto mecânico ardido na hora de voltar. Ou essa força é raquítica ou se atrasou na despedida.

Mas também hora que eu pisei nessa terrinha enlameada e cheia de ventania não senti que estava retornando para o lar. Pelo contrário, senti que retornava para uma aventura que começara a ano e meio. Bom isso, significa que nada está definido.

Essa viagem não teve nada épico ou interessante do ponto de vista de compartilhamento público. O que sobrou foram algumas fotos legais, porque, graças a Deus, ainda sobra vontade de tirar foto e falta câmera para tal. Um dia equalizo isso.

Galeria, como sempre:

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.

Um comentário

  1. Faltou fazer foto do encontro tchururu das pessoa tuiutianas das facurda… pena que 80% do contingente flatulou água, mas… ah, vá! foi épico! Beber na companhia de bons amigos em plena segunda-feira até 1 e pouco da madruga, vai dizer que não é remarkable?