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Ralph Spegel

<p>Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.</p>

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  1. Nos tempos da belle epoc muito se havia de positividade para os povos Amazônida, desenvolvimento bril, luz de sucesso, mas antes de tudo esperança de lucides em negócios! As astúcias sulistas não eram tão pragmáticas ou xenófobas com ínfelizmente é a imoralidade ideológica de hoje nas relações regionais. No entanto, paz se via, mesmo com todas as dificuldade trabalistas que por muitas vez se equiparavam de forma escabrosa com a escravatura secular, se via luz nos olhos! Talvez a publicidade “antiguista” pode acrescentar-se tais parâmetros, uma situação de verossimilhança mesmo, com tamanhas dificuldades num estranho mundo onde se podia enchergar um poder estranho o de encantar e seduzir uma massa de forma mágica e sedutora, no mais causando lucros, lucros não esperados por aqueles exploradores de arca perdida! Entretanto mesmo assim, com incomensuráveis dificuldades pode-se dizer que estes fizeram bonito, carreagram um piano da maneira mais robusta que se pode imaginar… Hoje temos um quadro de pouca entendimento correlação a profissão e seus infelizmente não olísticos objetivos, mas não por culpa de outros, e sim, pura e simplesmente sim pela culpa de uma sociedade onde nela está enrraizada valores muito menores da grandiosidade de que é possuidora essa disciplina de mercado… Culpa deles não! Culpa de alguém que não acredita que publicidade é algo maior! Culpa dos profissionais conteporâneos esses sim, me desculpem meus colegas do óssio, mas Maldito sim por não deixarem trasparecer a olhos reais a grandiosidade que se tem do emprego publicidade como uma análise Científica… E sim prefere-se transcrever publicidade apenas Propaganda! Pobres destes, não daqueles

    Mesmo assim afirmo; não espero muito deste fragmente textual, pois não espero nada dessa ideologia “necrotária” de nossos profissionais de hoje… Pensem nisso

    Saudações…

    João Paulo Cavalléro
    Escritor do Livro O ALMANAQUE DO PUBLICITÁRIO- Básico I

  2. Hoje decidir falar de algo que muito me deixa feliz e até de certa forma engrandece. Para um Publicitário é muito satisfatório ser bem quisto depois de realizar peças com suas criações artísticas, artes bem finalizadas e no mais afeições com a estética da publicidade. Mas entretanto, toda via, isso não enobrece uma realidade de vida profissional. Tem um texto muito interessante que havia feito há pouco tempo para um blog, quando fui convidado para falar de ética, da ética publicitária. Acho que vale a pena reprisar.

    ÉTICA NA PUBLICIDADE

    Antes de ressaltarmos tal assunto, é fator cinequanô deixarmos entender o que é Publicidade em seu contexto tanto tangível, como o percebido a olhos nus, quanto na sua
    De forma negativa para muitos contemporâneos de visão deturpada, essa indagação poderá ser um tanto quanto insignificante, no entanto para uma pequena vertente da sociedade mais evoluída, o entendimento correto da disciplina é algo extremamente preponderante.
    Mais do que reclame, mais do que comercial de 10, 15, 30, 45 segundos ou 1 minuto, mais do que um simples layout, mais do que um efêmero vermelho num desconcertante fundo preto, mais do que uma atuação engraçada, mais do que Produtos, muito mais do que o visto a olhos nus; mas do que o Tangível. Estamos falando sim e sempre de manipulação comportamental.
    A publicidade é o espelho que reflete a contemporaneidade. Ela aspira o avanço das possibilidades influenciadoras de todo e qualquer comportamento social destruindo o fragmento ainda existente de verdade absoluta.
    O papel da publicidade é tão importante na sociedade que por alguns cientistas da Comunicação, a consideram como a mola mestra das muitas alterações do comportamento humano nas diversas esferas socioculturais. Muito embora esta tese venha sendo questionada pela própria categoria de profissionais, ela possui suma importância para o entendimento de uma titubeada ética na profissão.
    Quando relatamos o termo publicidade; a nomenclatura se torna até ignóbil, imagine então ÉTICA na publicidade?
    Em todos os dicionários, ou livros que se debruçam na busca para o entendimento de uma ética categórica, ao explorar a temática se esbarra na palavra Moral, o principal conceito da humanidade que tanto sofreu pela sua falta, tanto no contexto social quanto até histórico Geopolítico. Tendo em vista que tudo deve se prevalecer de uma mínima moralidade, fatos de nossa história como nas grandes navegações e explorações mercantilistas, na colonização de povos, até aos dias modernos são verdadeiros espelhos distorcidos das atuais conquistas e de fortalecimentos empresarias em suas devidas organizações, enfim, por sermos a colheita de uma semente plantada de forma errônea somos ainda frutos da mesma plantação enraizada de maus preceitos de moralidade e ÉTICA.
    Segundo Christina Carvalho Pinto- Presidente do Grupo Full Jazz Publicidade e Luiz Almeida Marins Filho- Presidente da Anthropos Consulting, existem duas maneiras de se enxergar a ética na Publicidade, uma é que diz respeito a suas próprias raízes e a outra nas forma de exercício- atividade da profissão.

    01- Raízes

    Raízes

    Historicamente quando a palavra Propaganda nasce em 1597 pela Congregação da Fé com o Papa Clemente VII, o exclusivo poder de sua utilização, era o de influenciar a massa social a ter um comportamento de estruturas ideológicas pertinentes a Congregação.
    No entanto, muito antes disso já se interpretavam conceitos de Publicização, segundo Roger Mucchielli, o Proselitismo de todas as seitas do mundo havia começado há muitos milênios antes até de Cristo, e as atitudes de uma súbita comunicação ética durante as guerras religiosas, onde se utilizavam de sentimentos populares em relação aos espanhóis, italianos, alemães e judeus já eram magníficos instrumentos de propaganda”. Os muros de Roma pintados na era de Júlio Cezar caracterizavam como área nobre as casas que por lá circundavam, já eram condutores de fortes indícios de uma linha de demarcação psicológica distinguindo nobres de súditos, e opressores de repreendidos. Enfim estes casos juntamente com seculares como Aristóteles, Arquimedes, Constantino, Nostradamus, Napoleão Bonaparte, Nicolau Maquiavel, Adolf Hitler, dentre outros líderes e influenciadores sociais, também se utilizavam muitas vezes da comunicação persuasiva na condução de seus respectivos coletivos sociais, os transformando em uma massa armada e unida na base ativa de seus condutores ideológicos, já representavam o altruísmo das raízes “comunicacionais” em suas frentes de ações.
    As disposições ideológicas são constantemente jorradas em qualquer anúncio. Quando expomos que a publicidade ética é uma ideologia, podemos dizer que a mesma promove uma cadeia de pensamentos, modificando situações, construindo anseios e criando influências coletivas que podem até se tornarem culturais. Por isso a publicidade é um dínamo ideológico. De fato não seguindo em verossímil a acepção da palavra “ideologia”, que é um sistema de idéias, porém esta conjuntura é similar ao “bum” da publicidade quando promove situações evolutivas com o seu poder incomensurável de influência ética na massa.
    A ideologia traz valores que podem ou não ser adaptados às “ideologias políticas” existentes na publicidade. Após ser compreendida dessa maneira, a ideologia vai desatrelar-se do conceito tradicional e marxista de pura ideologia burguesa. A ideologia passa a ser então analisada não como uma ocultação segmentada, mas sim, como um fator indispensável para a comoção de uma sociedade, esta que anseia por evolução comunicativa em todos os valores de retórica, como: falar, escutar e sentir para assim, influenciar com “estes” outros indivíduos.
    Em todas as mensagens, à priori, permanentemente a ideologia é utilizada como um fator de comoção para se ter como respaldo a fidelidade, e o conflagro da adesão a um produto ou até mesmo uma forma de pensar para qualquer alvo de objetivo, para o mesmo parecer diferente e no mais indispensável para a consumação ideológica do próprio.
    A presença ideológica na publicidade, e em qualquer “órbita” é sempre uma forma de sapiência e segurança completa. Logo, a busca pela evolução comportamental, a forma de codificar mensagens para que elas provoquem a busca pela interpretação, e de se ter como respaldo a mudança de atitudes e aderência de novas influências, são motivos suficientes para que a comunicação de mercado seja uma propulsora ideológica de fato.
    Através da ideologia são montados imaginários e uma logística de identificação social, com a função precisa de escamotear os conflitos, dissimular a dominação e ocultar a presença do particular, dando-lhe a aparência de universal. (Chauí, 1993, p.21).
    Amando Sant’Anna caracteriza a falta de entendimento das raízes do próprio “mundo” da publicidade pelos seus profissionais como o regresso total e deflagrado de ética numa profissão. O pouco valor que se dá, o baixo entendimento, a pífia compreensão de mundo e seus valores prejudicam deveras a própria legitimação social da profissão enquanto um todo.
    Everardo Carrascoza no livro Comunicação mercadológica diz ainda mais: “A publicidade não atua com ética, porque não reconhece sua própria essência”.
    Então agora eu pergunto como podemos falar de ética na publicidade, se não conhecemos nem mesmo nossos preceitos? Muitos ainda tratam a Publicidade como uma simplifica arte, esquecendo seus valores de negócio e manipulação social. Não queremos causar uma batalha bipolar, no entanto não é importante lutar contra nossas próprias raízes etnográficas, acreditamos que ainda restam bons frutos, menos podres menos verdes, filhos de mais moral e ÉTICA!
    Talvez nos tempos da Congregação da Fé mesmo nem se havendo se quer uma “sombra” de grupo fechado na atividade, talvez até mais, nem sabendo do que se tratava tal, tinha-se sim uma moralidade e respeitava-se a atuação, pois se utilizavam de algo com uma intenção de essência, e sabiam de sua abissal resultância, hoje não se sabe mais o que é essência? Em que “busca” estão? Muito menos que objetividade tem sua cadeia de pensamentos e que forças na manipulação ideológica social os têm.
    Portanto dizemos; bem aventurados aqueles éticos… E inescrupulosos estes “verdes” que sumiram com a essência da profissão, nos tirando até mesmo a moralidade irracional.
    Assim por ser então um fruto dessa colheita, não sei o que é ética, não sei o que é publicidade; imagine então o que é ética na publicidade…
    O que é ética na Publicidade?

    Realmente a resposta pode ser duvidosa e perpétua. Mas esse é o lado que me deixa triste, no entanto como no começo havia falado, há um lado que me satisfaz. O avanço das faculdades na vontade de abraçar a profissão das Comunicações mercadológicas. Realmente para o que se via de um curso que no Brasil surge a mais ou menos três décadas já possui um patamar considerável para o crescimento e respaldo da profissão.
    A publicidade entrou na minha vida, por acaso, por um conto do destino. Venho de uma família da área jurídica, o único que entardava pelo lado das Comunicações era meu Pai, Eduardo Freitas, com ele aprendi a ter um cabedal mais holístico pras coisas e menos lúdico, aprendi na verdade a por o pé na lama, em fim aprendi a ser mais vida, menos “roupa”, eu tinha apenas 16 anos de idade fui convidado por um olheiro para ser modelo fotográfico, assim participei de várias campanhas publicitárias tanto de mídia impressa, quanto eletrônica, no entanto era apenas um protagonista do lúdico, mas aquilo não me satisfazia, pois já havia em mim despertado um interesse por aquilo que ainda nem sabia, ou mensurava o que poderia ser. Publicitários, pessoas ao redor de câmeras, dirigindo compondo, provocando influências. Eu comecei a prestar atenção, que aquilo que eles me pediam ali para fazer e encenar, teria um respaldo nos atos de muitas pessoas que já mais vi ou fizeram parte da minha vida. Perguntava-me. Que poder é esse? Como pode de um simples estúdio sair tanta coisa, tanto ser, tanto agir, com apenas interpretações e interpretações. Aí nasce a palavra semiótica na minha vida. Tudo não estava ali preparado por acaso, a cada detalhe havia uma razão, a cada objeto se obtinha um respaldo, a cada cor uma harmonia, a cada gesto uma resposta positiva ao ato de ironicamente “apenas interpretar” num pequeno estúdio rodeado de um bocada de malucos me direcionando toda hora!
    Aos 19 anos então resolvi prestar vestibular para essa área, área escolhida numa disputa de sorte, os meus dedos agora foram os protagonistas do acaso. Coloquei dois dedos à frente e pedir para que meus pais e mais algumas pessoas que estavam à mesa, escolherem cada um por vez, um dedo representava o curso de Direito, o outro Comunicação social, de forma curiosa todos que ali estava sem ver a escolha de cada, escolheu o mesmo dedo. Comunicação então bem próxima de mim. Prestei vestibular e passei, estudei dois ano na Faculdade dos Estudos Avançados do Pará- FEAPA, na primeira semana de aula vi que havia feito à escolha certa, o meu receio era ver um mundo apenas de cor e futilidade, através de um preceito social sobre a profissão publicitárias, vi que aquilo que ouvia falar estava totalmente fora da realidade profissional. Então comecei a indagar, como uma imagem externa poderia ser tão diferente e mentirosa quanto visão interna, a vivência no próprio mundo da profissão. Então aí começava minha batalha, minha vida, minha bandeira de existência, resolvi lutar contra essa imagem distorcida da profissão, comecei a escrever sobre a disciplina após 1 mês vi já tinha o que se poderia representar vários capítulos de um livro, então continuei escrevendo, mesmo feliz com tudo que estava acontecendo ainda não havia entendido o preceito real e o tamanho do ato que ali estava sendo desencadeado, depois, fiz vários capítulos, de um livro. Nessa época estava trabalhando como consultor de Marketing para muitas empresas dos nichos hoteleiro, escolar e varejista do Pará, fui convidado para trabalhar para um grupo político no Estado do Amazonas por um ano, muito pude aprender ali, depois de campanhas vitoriosas e honrosas, mesmo assim, a paixão por Belém soou mais alto, voltei a minha humilde e chuvosa metrópole, fiquei sabendo de um curso de Publicidade que formava em 2 anos e meio, bom aí que entra a Faz na minha vida, a Faculdade de Tecnologia da Amazônia me propiciou muitas coisas boas, resolvi voltar o projeto do meu livro, parado por falta de vontade de buscar receita, mas enfim, a vontade voltou e o amparo intelectual e prático eu tinha, comecei a estudar, pesquisei muitos autores, e descobrir que aquela obra que estava na tela do meu antigo e lento computador, era a primeira que defendia a publicidade como uma factual ciência, aquilo me fez entender que a vida é pra quem busca novos horizontes, isso sim faz crescer o motivo de um querer mais, a busca pelo novo. Na primeira semana que busquei incentivo publicitário para o meu livro já havia conseguido, foi rápido, simples, como se não tivesse passa mais de 5 anos esperando aquilo! Lancei o livro no dia 04 de Abril de 2008 as 19:00 hs no Teatro Margarida schivasappa- Centur, com direito a show musical de Alcyr Guimarães um grande ícone de nossa música Amazônica, e com patrocínio da FAEPA. O livro hoje já é um dos mais vendido da área de comunicações nas lojas onde ele está. Vejo com muito brilho tudo isso que acontece em minha vida, mas sei que isso é devido a um amparo que as Faculdades de Comunicação já estão oferecendo todo aparato teórico e prático para suas disciplinas.

    João Paulo Cavalléro
    Diretor de Marketing e Comunicação da Amazônida Clínica de Marketing
    Gerente de Operações do Projeto Inclusão e Responsabilidade Social é Show
    Escritor do Livro O ALMANAQUE DO PUBLICITÁRIO- Básico I

  3. parabéns joão paulo pelo brilhante texto, gostei dos dois, tanto o de ética quanto o primeiro, acho que mais pessoas deveriam pensar assim também! parabéns…