Os Jogos Olímpicos

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Eu gosto de ver as olimpíadas por dois motivos: um é o monte de gente que quer pintar o diabo mais vermelho do que é e se quebra inteiro com braços dobrados para o lado errado, caras rasgadas, narizes estampados nas pranchas de trampolim e muito sangue; outro é o ceticismo brasileiro de que temos alguma chance de ganhar alguma coisa contra atletas profissionais.

As olimpíadas não dão trégua, meu amigo. Não são boazinhas e te arrebentam a cara se você vacilar. Enquanto estivermos mandando esportistas que precisem trabalhar oito horas por dia em uma profissão qualquer e, com o tempo restante livre, treinar, estaremos sempre assim, no quase.

Essa meia duzia de bronze que o Brasil ganhou até agora só prova isso. Que somos uns cagados no esporte.

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Ralph Spegel

Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.

0 comentários

  1. E o pior é que se um cidadão desses demonstrar sua indignação com a falta de respeito que esse país tem com o esporte jogando a medalha no chão – atitude que eu aprovaria, diga-se de passagem -, como fez o tal… tal… sei lá, sueco, acho, lá da luta greco-romana, ainda seria esculhambado.

    É foda.

  2. Sabe por que a o Cesão foi medalha de ouro?
    Por que a mãe o acompanha e faz a torcida…. Vaaai Cesaaar!!! Detlhe: (Onde ele treinou por tres anos?)
    Valeu o choro a medalha e o esforço, menino humilde!
    Gostou? Ahahah!
    Bjos.