O valor do sucesso.

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Há 10 anos eu tinha um referencial obtuso do que era o sucesso.

Eu sabia que apenas dinheiro não referenciava nada. Mesmo porque qualquer babaca hoje em dia consegue encher o rabo de verdinhas.

A questão era meio controversa para mim, mas uma enumerada rápida te mostra o que era sucesso quando eu era um sonhador irreal:

  • Ter amigos que usem TagHeuer (original) de uma forma natural;
  • Conhecer pessoas que cultuem um mínimo de música clássica, rock usual e eruditismos, sem serem pedantes;
  • Conversar sobre viagens pela Europa e América do Sul com conhecimento de causa;
  • Ter uma lente Prime;
  • Ter rendimento, não salário.

Não consegui juntar 82% desse sucesso todo. E olha que, no fundo, esses desejos eram nada mais do que amizades com gente tradicional e abastada.

Conheci muita gente rica, aculturada e burra. Tradicionalismo é foda. Mas é uma virtude.

E a vida é injusta demais para quem apenas a vê passar.

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

<p>Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.</p>

0 comentários

  1. Meu avô por parte de pai faleceu aos 95 anos, viveu uma vida simples porém sem privações, conheceu meio Brasil (trabalhando), teve filhos, netos, bisnetos. No dia do enterro dele, todos estavam lá, mais muitos amigos. Acredito que ele teve sucesso, muito mais sucesso do que o cara que me passou a pouco, com uma L200 0km e porrou a traseira do meu carro e fugiu, esse deve ser triste e solitário.

    Mas acho que fugi do tema central. Esquece…