O que eram os blogs.

Praticamente todos os blogs que foram contemporâneos deste se foram para o paraíso dos blogs. […] Eu sinto falta deles. Tinham talento e leveza, coisas que foram ficando cada vez mais raras na blogoseira. Essa é a minha geração, uma geração que escrevia porque gostava e porque precisava […], e que tinha o descompromisso que, na minha opinião, é o que faz um blog. Nós não precisávamos ser lembrados que blog é conversação. Nós sabíamos disso.

GALVÃO, Rafael. In: Sobre Rafael Galvão. 2011.

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Ralph Spegel

Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.

0 comentários

  1. Poucos ainda resistem… ou insistem em não morrer… ou não se encontraram ainda… ou sabe Deus o que… mas é fato… desde que descobri a blogosfera (por sua culpa) muitos dos blogs que eu acompanhava, se feneceram-se…

  2. Já matei um blog e não me arrependo – o gosto de pressionar o botão de apagar, sem ter nenhum backup, é emocionante.

    Hoje arrasto umas idéias, já não carrego mais tanto gosto em cada postagem, amargurado como um velho ranzinza… é o começo do fim, ou talvez um recomeço. Veremos.