O grande gráfico da butalidade humana

Curtir Aguarde... descurtir
 
0

Acredito que todo mundo com um pouquinho de discernimento emocional e social, admite, com o tempo, que o ser humano é um monstro devastador e destruitivo.

Generalizando, mesmo.

Qual é a primeira reação pública massiva que se nota quando uma comunidade entra em colapso, blecaute, estado de alerta ou crise interna? Destruir tudo, é claro. Saquear, confrontar, matar.

É a torcida organizada que passa e quebra vitrines. Ou mata um infeliz torcedor rival que cruzou o caminho.

São os novaiorquinos, ianques rednecks saqueando o que podem no último grande blecaute do leste americano.

Gente que rouba donativos, invade mercados e apodera-se de todo o estoque etílico de mercados que foram inundados no alagamento catarinense.

O humano tem requintes de crueldade quando o assunto é cultural. A massa é vergonhosa e pútrida. Os populares lincham mesmo se você soltar o criminoso no meio deles.

E a torcida do pão-e-circo aplaude e afaga os verdugos com julgamentos de Talião, como se a justiça do certo fosse o absolutismo vivencial.

O humano está mais arredio. Não fala mais bom-dia. Ninguém mais se cumprimenta. O indivíduo está cada vez mais cercado de redomas e escudos protetores. “Culpa da sociedade”. “Culpa dos criminosos que andam soltos”. ” A sociedade faliu”.

O sociopata é você, anarquista zombador.

O trânsito urbano virou uma mácula no convívio coletivo. Uma pequenina guerra de poderes começa toda vez que a ignição promove as pequeninas explosões dentro do motor. A disputa de espaço no trânsito caótico, o estresse do engarrafamento, a lerdeza, a falta do pisca, a fechada, a pequena colisão que apenas arranhou  a traseira.

O taxista, que é um profissional desta guerra, acredita em sua superioridade medíocre.

A arma apontada por um demente. A briga que resulta em espancamento. A perseguição gerada depois de xingamento mútuo. A chave-de-roda que estoura um vidro lateral. O risco na lata “para esse filhadaputa aprender”.

Somos monstros inflexíveis, meu caro.

Não existe mais amor. Não existe perdão, compaixão, ternura.

Nossas arestas pontificam cada vez mais espinhos ao nosso redor que não deixam alternativas a não ser nos afastar mais e mais de indivíduos também espinhudos.

O poderio bélico da Nova Ordem Mundial tem capacidade para destruir o planeta Terra umas 15 vezes. Sem brincadeira! Temos os melhores requintes de dizimação social. A indústria bélica é linda.

Somos o único animal que consegue planejar o extermínio da nossa própria espécie. Inventamos a guerra. A luta já não tinha mais graça, mesmo porque todos os animais lutam. Nós não… Ah, tínhamos que evoluir, não é mesmo?

Geramos mais de 350 guerras em menos de 300 anos. Matamos 86 bilhões de pessoas. Um prêmio justo aos agressores, já que na maioria delas os opressores pisaram a garganta dos oprimidos sem dó e sem piedade.

Até o futebol causou uma guerra idiota, veja você.

Dê voz aos anônimos, para você ver. Criará monstros vorazes que saberão mesquinhamente como te reduzir à merda.

O humano é uma vergonha.

Adoravelmente repugnante, por assim dizer.

divisor

O gráfico abaixo baseia-se no estudo de Harmann-Krupki-Valentino (postulat.1997) onde “a linha tênue que separa” (termo que virou jargão e lugar-comum posteriormente) é a base absoluta das curvas comportamentais e sociológicas de comunidades históricas ao decorrer da coexistência universal.

Pode se observar que a proporcionalidade temporal não se interrelaciona com métrica alguma, quando Valentino publica um dia quotidiano ao mesmo espaço de uma era histórica.

O grande gráfico da brutalidade humana.

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

<p>Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.</p>

0 comentários

  1. sou de Contagem, da grande BH.. quando comento que quero viver na roça mas que seria covardia de minha parte as pessoas não entendem. é que seria meio que uma fuga dessa loucura, apesar de gostar mesmo da natureza e das pessoas mais simples. Dizem que as pessoas aqui em Minas ainda são mais “humanas”. deus nos livre! acho que a pessoa que tem um pouquinho de discernimento deve “lutar a favor do belo”. no meio da merda.

  2. Ai ai…
    comecei a ler teu texto já lembrando de dois filmes “Ensaio sobre cegueira” e “O extermínio”.
    Mooooorrrraaaaam pagões! (pergunte pra Astrid o que isso significa!) hehehe…
    Beijinho pra você e pra senhora sua esposa.
    Ei, precisamos marcar alguma coisa, heim!?
    Beijinho