Na fase do por quê das coisas

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Gosto da história mundial por me apontar duas nuances decadentes e estratégicas: a questão épica social e a forma incrível de intolerância humana.

A dicotomia paz versus guerra, para ficar mais claro.

Desde os abilolados troianos, passando por caldeus, Davi e seu exército voraz, kamikazes lascivos e loucos até americanos que matam árabes por controle remoto: todos, fascínoras exterminadores, movidos por desejos imcompreensíveis e inestimáveis.

Fases mórbidas, perfiladas no seu dia-a-dia por sangue coagulado.

Dessa guerra também há alguns recantos de sossego e trégua, que adoro observar: épocas morais de sanidade mental em que a pornografia vira arte erótica, a religião torna-se não uma súplica aos bons e salvadores milagres da vida diária, mas sim um discernimento de gratidão eterna.

Afloram-se as Artes, a ciência, a criatividade, a remodelação nuclear, metais mais resistentes e leves, aparatos tecnológicos, a necessidade de testes.

E a guerra acena novamente na esquina, sorrateira, com um sorriso maquiavélico e profético.

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.

0 comentários

  1. Guerras surgem sempre, aqui e acolá, prontas pra pegar a gente de jeito numa esquina qualquer. Em meio às batalhas, sobrevivemos aos trancos, barrancos e solavancos. Mas o importante é o que importa: seja bem-vindo de volta à blogosfera. 🙂