E-mail marketing: a bomba.

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Trabalho com internet há 11 anos. Tenho formação e experiência em publicidade e marketing. E isso é tempo suficiente para te explicar o por quê de parar de insistir nesta bomba chamada “e-mail marketing”.

Vamos por postulados e teoremas, que assim é muito mais fácil compreender como funciona o mercado da internet, o usuário final, as caixas de e-mail e webmails e a diferença entre e-mail marketing e spam.

Todo e-mail não solicitado é um spam.
Caso o usuário não tenha feito um cadastro em seu site, clicado no caixote “Quero receber novidades por e-mail” e aceitado o termo de responsabilidade e sigilo de dados, toda a correspondência que você mandar para ele será considerado spam. E ponto.

Todo spam é lixo.
E é por isso que toda caixa de mensagem de qualquer webmail tem um icone chamado lixeira. Não é arquivo morto, Não é  becape. É LIXO.

Atratividade.
Existe uma diferença gigantesca entre a TV de plasma com desconto de R$1599 que uma megastore virtual anuncia para seus milhares de clientes cadastrados e o seu “suco de clorofila” de procedência duvidosa. Começa pela credibilidade do primeiro item desta lista e termina pela qualidade gráfica empregada no e-mail. Megastores virtuais preocupam-se com a qualidade editorial da correspondência. E isso não é igual ao seu e-mail cheio de texto colorido e a foto de uma mulher de plástico de Photoshop que você insiste em usar.

O usuário não está nem aí para mensagens publicitárias no e-mail, por alguns motivos óbvios:

  1. Com o passar dos anos, a internet ficou tão infestada de banners e spams, que o usuário já criou um filtro biológico e natural que ignora tudo o que ele não está procurando. e isso é comprovado;
  2. Usuários de webmail (que são a maioria esmagadora dos usuários de e-mail) não querem saber de suco de clorofila ou de perder peso, aumentar pênis, ter ereções do tipo rocha. Querem apenas saber quem o adicionou na rede social ou então ver as fotos que alguém mandou de algum lugar para o qual viajou. E é só.

Leis e faz-me-rir.
Não adianta mandar spam para aquela lista de 8 milhões de emails seccionados por categoria (brinde +1 CD-ROM) que você comprou em algum site malandro, alegando que  “não pode ser considerada spam porque tem um botão remover” no final. Se você está supondo que seu pretenso consumidor é otário, pense bem como ele verá seu produto.

Se você não quer gastar dinheiro, você não obterá sucesso algum na internet.
Alcançar o máximo de consumidores potenciais para seu produto requer planejamento de marketing e profissionalismo. Atigir 9 pessoas em 10 milhões é pouco. 0,00001% é disparado o pior retorno publicitário que uma campanha pode alcançar. Até jornalzinho de bairro ou catálogo telefônico fajuto tem mais retorno.

A internet é de graça.
Mas não gera credibilidade. Não ache que descobriu o ovo de Colombo, mesmo porque spams existem antes de você ter ouvido falar em internet pela primeira vez. Só porque você enviou milhões de e-mails não solicitados em uma única noite, não significa que não houve gastos. Um e-mail mal feito com um tamanho de 100kb disparado para um milhão de contas gera quase 100 gigabytes de tráfego instantâneo. O transtorno dessa bomba em uma rede pequena ou média é catastrófica: atrasa em quase duas horas o tempo de resposta de servidores, sobrecarrega caixas de mensagens corporativas e faz com que todo mundo tenha ódio mortal do seu anúncio de “Seminário sobre liderança para líderes”

Todos terão e-mails para sempre.
Por culpa desta esperteza toda de “empresários” que acham que vão enriquecer com e-mails não solicitados, milhares de usuários estão abandonando pregressivamente o uso do e-mail pessoal. Estão migrando para comunicadores instantâneos, redes sociais, micro-blogs, blogs. Cansaram dos spams. Usam e-mail apenas para cadastros em sites. E se você pudesse mensurar como um e-mail não solicitado é odiável, jamais arriscaria a reputação do que quer que você anuncie ali.

Não acredite em opt-in.
Ninguém consente por livre e expontânea vontade que quer receber e-mail marketing de qualquer coisa por qualquer motivo.

Não existe normas, condutas ou boa-prática com e-mail não solicitado.
Spam é spam. Não há lei que proteja e-mail marketing. Não seja otário: colocar textos como “Esse e-mail não pode ser considerado spam se houver uma forma de você ser removido” é um tiro no pé. Pelo simples fato da palavra SPAM estar no seu e-mail, a chance é alta de seu material parar na lixeira. Bayes, X-Spam-Checker, CRM114, SpamAssassin e Bogofilter que o digam.

E, mesmo assim, depois de toda essa argumentação franca e real, você ainda decidir arriscar a reputação da sua empresa/produto com spam, boa sorte. Você vai precisar.

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

<p>Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.</p>

0 comentários

  1. O email marketing é sempre uma ferramenta muito eficaz, com certeza, desde que direcionada para o publico certo e com opt-in. Ahhh e é claro, nao adianta nada ter o publico certo e nao conseguir mandar profissionalmente suas mensagem, voce precisa de um sistema que faça todo o processo de envio profissional e que de a possibilidade de ter o monitoramento dos envios, saber quantos abriram, quantos clicaram na sua mensagem, etc. Recomendo o email marketing da {LINK SUPRIMIDO} uso já faz mais de um ano é supoer profissa o melhor que conheço, já experimentei vários, e os caras lançam novidades sempre, novas funcionalidades etc. Vale a pena conferi

  2. E-mail Marketing é bem complicado, principalmente para o pequeno que não tem a capacidade financeira para competir em um mercado com grandes. Grandes empresas enviam mensagens não solicitadas, canso de recebê-las. As vezes me interesse por algo, outras vezes não.

    A questão é: de onde o Walmart ou Dell tirou meus dados, os quais não, via de regra, resumidos apenas ao meu e-mail?

    Acho que o importante é a utilidade do conteúdo que se envia e se chega no momento exato que o cliente precisa dele.