Diarismos

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Olha só que ironia existencialista esta que me encontro: tenho um blog e desenvolvi uma repulsa por escrever pessoalidades do meu cotidiano. E olha que isso não é coisa nova! Desde do malogrado Opio eu sentia dificuldades no relato singular da minha primeira pessoa.

A diferença é que tudo aqui virou ensaios corriqueiros sobre sentimentalismos. Se estou triste, já aparece um texto sobre a menina neo-malthusiana que encontrou uma dracma em um finord holandês. Se estou alegre, uma ilustração antiga sobre a procrastinação do amor-não-revelado do meu amigo surge.

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Bom, uma coisa que tive que aprender a gostar, muito à contragosto: Feed RSS. Ô desgraça isso! Ninguém mais acessa mais esta página. Por um lado é bom pacas, pois economiza banda. Por outro, ruim pra cacete: dos quatro leitores que deixavam comentários, os quatro sumiram. Esqueceram que existe feedback literal.

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Bom, novembro foi meio parado nos posts, mas não no site. Acompanhe comigo uma coisa: ali na barra esquerda, temos 3 belíssimos papéis de parede. Nah, não é isso. Ali no Yadda Yadda, apareceu um monte de links. “Publicidade” e algumas décadas. É isso que está comendo 97,3% do meu tempo livre capitalista. Um projeto sobre campanhas publicitárias antigas. Um pouco melhor estruturado e direto. Mais uns dias e tudo estará pronto.

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O MadCap foi indicado ao 5º Prêmio Spoiler de Cinema e Blogs nas categorias de Melhor Direção de Arte & Templates e Melhor Edição de Imagens & Som. Vão lá e votem no MadCap, nas enquetes da barra laranja!

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E assim meu mundo vai saracoteando atrás das barangas de calçada da internet. Aguardem mais, do front.

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

<p>Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.</p>

0 comentários

  1. Eu tenho o rss do MadCap na minha lista do google reader, rapaz. Só que não leio por lá, não, porque aquele formato ‘homogeneizado’ não me agrada. A grande graça é ver o blog com a cara do autor, mesmo que seja uma cara padrão do blogspot, no caso dos que usam template padrão do blogspot. Vejo que tem post novo, clico no link e caio pra cá imediatamente. Então saiba que os acessos que seu contador acusar vindos do http://www.google.com/ig são provavelmente meus.

  2. Muito mais fácil ler pelo reader, não vou mentir…
    O problema é que o ímpeto de comentar acaba refreando-se no “saber-se necessário clicar nos linkezinhos que levem ao site”…
    Aí é mais fácil clicar ali no “mark all as read” e partir pra outro site. Com o comentário presente apenas internamente, haha.

  3. Desde os últimos 3 ou 4 meses de vida do Ópio que não perco sequer a leitura ou a contemplação de um post do tal R.Valentino. Entretanto, os comentários, sempre vejo como pouco necessários. Penso até em abolir do Café. Pelo menos no meu caso, escrevo poucas verdades, o que faz qualquer objeção ou concordância com o escrito algo irrelevante.