Coentro

Curtir Aguarde... descurtir
 
0

Odeio coentro. Tenho total aversão pelo gosto, pelo cheiro, pelo formato mimético e copiado da salsa. O coentro (na medida certa) é como pimenta (em excesso) na comida: consegue inocular seu aroma fétido e gosto execrável, inibindo o sabor original do pobre alimento.

Mas nem tudo é pessimismo pessoal: descobri que aquele cheiro-de-peido que o coentro exala é muito pior para a saúde do que eu imaginava.

Simone Weil (Cf. Simone Weil, Plantes toxiques et leur bel-mortels plaisirs, 1997, p. 476) bem explica os efeitos devastadores que o uso constante da umbelífera (Coriandrum sativum) exerce no metabolismo humano:

Jusque-là, il n’y avait pas un travail d’enquête sur la variété de plante glabreux. La coriandre (Coriandrum latine) de la famille des ombellifères, dont les feuilles – utilisée comme assaisonnement ou de saveur – une forte odeur, et dégage une grand caractéristique lorsqu’il est utilisé en cuisine.

Cette odeur vient du mélange des alcaloïdes pirrolizidíniques (une substance toxique produite dans le processus de bio-synthèse de la plante) avec du cyanure d’hydrogène (qui produit la forte odeur des amandes amères à partir des feuilles macérées).

Au cours des sept années de recherche (1989 à 1996) a montré que la consommation continue de coriandre peut conduire à une cirrhose, avec un risque élevé de cancer de parvenir à la destruction totale des cellules du foie

(…)

Au départ, la recherche a pour but d’identifier la présence de la toxine dans les plantes séchées herbier récoltés dans la cité scientifique de Villeneuve-d’Ascq (Université Lille Nord-de-France). Plus tard une analyze ont été mis dans 185 spécimens de plantes dans la nature, prises à différents moments de l’année et dans différents pays.

Les tests de laboratoire pour déterminer la présence d’alcaloïdes alliés de cyanure dans les plantes et de démontrer leurs méfaits ont été les plus exhaustives de recherche menées par l’Weil et avec les efforts des experts multidisciplinaire dans les domaines de la chimie, la toxicologie et l’histologie de Lille.

Pour l’identification des alcaloïdes et le cyanure, un processus qui a été utilisé est, d’abord, avec du méthanol à préparer un extrait de la plante, la chaleur et il analysera les différents composés chimiques de la vapeur dans un chromatographe en phase gazeuse couplée à un détecteur (spectrophotomètre) de masses. Ensuite, en utilisant des techniques de résonance magnétique nucléaire du proton et du carbone 13, isolé et caractérisé dix types d’alcaloïdes et de quatre différents types de cyanure (y compris le cyanure de potassium (KCN) et de cyanure de sodium (NaCN); changements C ≡ N et ion-ion CN) entre les composés chimiques, plus la réalisation des extraits purifiés de la substance.

L’étape suivante consistait à effectuer les tests toxicologiques, avec l’injection d’alcaloïdes dans 140 rats, dix pour chaque type de substance seule. Il est appliqué dans différentes doses chaque cobaye, afin de mieux suivre et d’évaluer l’effet de la toxine dans le corps de l’animal.

Enfin, les rats ont été sacrifiés et le foie soumis à histologiques analyze, pour évaluer l’état microscopique de cellules. Weil a été constaté au moment où les dommages aux organes des animaux qui avaient reçu des doses plus élevées de l’alcaloïde.

(…)

La combinaison avec les alcaloïdes et cyanure hepatoxiques sont différents, c’est-poison mortel pour le foie. La toxine bloque la circulation du sang dans le corps et nuire à son fonctionnement.

Agora a empenhada e livre tradução do trecho documental da revista cientifica québécois, cometida por nossa artífice francófona Émile Maraneur:

Até então, não havia um trabalho investigativo sobre essa variedade de planta glabra. O coentro (do latim coriandrum) da família das umbelíferas (Coriandrum sativum) cuja folha — usada como tempero ou condimento — exala um odor forte e característico quando utilizado na culinária.

Esse odor é proveniente da mistura de alcalóides pirrolizidínicos (uma substância tóxica produzida no processo de bio-síntese da planta) com cianeto de hidrogênio (que produz o forte cheiro de amêndoas amargas das folhas maceradas).

Durante os sete anos de pesquisa (1989 a 1996) foi comprovado que o consumo contínuo do coentro pode provocar a cirrose hepática, com alto risco de chegar ao câncer através da destruição total das células do fígado.

(…)

Inicialmente a pesquisa procurou identificar a presença da toxina em plantas desidratadas colhidas no herbário da Cidade científica Villeneuve-d’Ascq (Universidade Lille  do norte da França). Posteriormente foram postas em análise 185 exemplares de plantas in natura, colhidas em diferentes épocas do ano e em diferentes países.

Os exames laboratoriais para identificar a presença de alcalóides aliados a cianetos nas plantas e comprovar seus malefícios constituíram a parte mais exaustiva da pesquisa conduzida por Weil e com o esforço multidisciplinar de especialistas das áreas de química, toxicologia e histologia da Lille.

Para a identificação dos alcalóides e cianuretos, foi empregado um processo que consiste, inicialmente, em preparar com metanol um extrato da planta, aquecê-lo e analisar os diferentes compostos químicos contidos no vapor em um cromatógrafo gasoso acoplado a um detetor (espectofotômetro) de massas. Depois, com o uso de técnicas de ressonância magnética nuclear de próton e de carbono 13, isolou e caracterizou dez diferentes tipos de alcalóides e quatro tipos diferentes de cianetos (Inclusive cianeto de potássio (KCN) e cianeto de sódio (NaCN); as variações C≡N e íon íon CN-) entre os compostos químicos, conseguindo obter extratos purificados da substância.

O passo seguinte foi realizar os ensaios toxicológicos, com a injeção dos alcalóides em 140 ratos, dez para cada tipo de substância isolada. Aplicaram-se doses diferentes em cada cobaia, para poder melhor controlar e avaliar o efeito da toxina no organismo do animal.

Por último, os ratos foram sacrificados e seus fígados submetidos a análises histológicas, para avaliação microscópica do estado das células. Foi quando Weil pôde constatar os danos causados aos órgãos dos animais que haviam recebido doses maiores de alcalóide.

(…)

A combinação dos alcalóides com os cianetos diversos são hepatóxicos, ou seja, venenos mortais para o fígado. A toxina obstrui a circulação sangüínea no órgão e compromete seu funcionamento.

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.

0 comentários

  1. Procurei na internet se alguém odeia COENTRO, e agora tenho certeza que não estou sozinho. Tem uma turma que nortista que trabalha comigo que poe coentro no café na água etc.., odio o cheiro o gosto consigo destinguir o cheiro do coentro a distância, se vc colocar gasolina – disentante, eter e uma folhinha de coentro, o cheiro do coentro se sobresai, comida com coenro que fique lá pra cima,

  2. Além do Jel Rock não saber escrever é mentiroso e xenofóbico… As pessoas do norte não colocam Coentro na agua e no café…Em todo Norte e Nordeste esse erva é usada a séculos. Na India e Arabia eles comem crû em saladas e nunca ouvi dizer que eles morrem de cancêr por causa disso… Veja se arrnaja algo pra vcs fazerem, desocupados.

  3. Eu não costumo nem usar esta palavra “odeio”, mas nada consegue descrever meu sentimento por esta maldita erva de gosto muito ruim, como ela.
    Gostaria de ter o poder de destruir até o último talo que houvesse dele no mundo, goratia de receber a notícia de que encontrasse completamente extinta da face da terra e do universo.
    Uma das piores coisas do mundo, com certeza não foi criado por Deus.
    Que bom que encontrei pessoas que detestam tanto ou mais como eu esta merda.

  4. Essa erva é terrível. Concordo totalmente om os comentários. Quanto ao uso massivo pelos nordestinos, é a pior coisa que podem fazer a quem não suporta seu gosto e cheiro.
    Coloquem essa erva somente no seu peixe e pouco certo?

  5. ADORO COENTRO E DISCORDO COM A PESQUISA QUA HÁ MUTO FOI ULTRAPASSADA..ESTAMOS EM 2014…NAO VÃO PENSANDO QUE QUANDO VCS VÃO A UMA CITY NORDESTINA E COMEM AQUELA FAMOSA GALINHA CAIPIRA ESTÃO COMENDO COM SALSA…É COENTRO MESMO…É AÍ Q TA A DIFERENÇA