A filosofia barata é um doce

A filosofia barata é deliciosa. Encaixa perfeitamente. Tende ao acerto igual a metodologia do bem-estar coringa de um horóscopo. Ajuda, esquenta, anima, conforta. É volúvel como um mantra repetido por centenas de vezes e que não fixa. Fácil de acreditar, fácil de esquecer. O problema é que ela não ajuda. Você não muda. O gelzinho gosmento em que…

Os 40 anos da equipe Williams – e como fui parar lá

A Williams completou 40 anos de idade. Em um evento gigantesco, conseguiram colocar na pista – e ao mesmo tempo – 14 versões diferentes dos monopostos históricos; um show único e impressionante. Uma semana antes do GP de Silvertone o circuito sentiu nas zebras a pressão de 40 anos de história correndo ao…

O terror é um comportamento genuíno

O terror é um comportamento genuíno humano. Uma das formais mais surpreendentes de dominação e imposição de força. A essência da maldade humana. Ou a essência humana sem quaisquer limites. O menino com a lupa queimando formigas. O cururu chutado ao tentar atravessar a rua. A bombinha no rabo do gato. O homem-bomba,…

Vitrola no phono; Spotify no optical.

O dia em que eu resolvi comprar um toca-discos do Fofão e tocar uns bolachões. Mas deixei o wi-fi no apt-X para equalizar o socorro digital. A música sempre foi um acessório de consumo secundário na minha vida. Aquela velha história de prioridades e dissociações sem qualquer responsabilidade. Minha geração é de uma época…

O malvado sou eu

Não gostaria de ser tão mau. Não sei o que acontece comigo. Ontem um pobre diabo aleatório fez aniversário e a rede social anunciou na área comum dos comentários. Não conhecia muito bem o sujeito, aliás nem sei porquê de nos tornarmos amigos. Tudo aconteceu muito rápido: “Ah, é seu aniversário então. Recebe tu…

Seu 2016 fechou com quem?

Dois mil e dezesseis foi bom. Muita coisa saiu dos eixos e a vida seguiu sem rumo certo. Apesar da boa maré, o clima pessimista sul americano beliscou muito e sem cessar. Quase sucumbi ao pessimismo e a eterna culpa da crise. E assim eu não pude visitar o Brasil. Ou não quis,…

Os caçadores virtuais

Meu meio social virtual deixou de ser politizado desde o momento em que houve a dança da magna-cadeira presidencial brasileira. Não sei bem qual foi a razão, mas o foco geral degringolou da política ferrenha para alguns momentos pontuais e sequenciais: zica; gente pedindo ajuda sobre empregos no exterior; a olimpíada no Rio; caçar…