Bomba!

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O que eu vou contar aqui é segredo, não espalhe para ninguém: consta nas agendas-settings dos jornalistas escolados e enviados-contatos-esportivos-in-loco que, para não haver favoritação e falsos palpites sobre os verde-amarelões atletas brasileiros na olimpíada, há a preferência léxica de grafar a expressão “esperança de…” à “chance de…”.

Justificativa vernacular: Utilizar ‘esperança de medalha’ quando o atleta estiver aquém ou distante, errar, cair, estatelar, amarelar, não ter treinado nos EEUU, não ser conhecido ou ter sido classificado por repescagem ou ‘quezinho’ minúsculo no teleprompte. Utilizar ‘chance de medalha’ apenas quando o atleta for favoritado, largar na raia 4 ou 5, ser invicto ou ter treinado em alguma universidade estadual estado-unidense.

Postem: Utilize junto a ‘chance de…’ os complementos ‘…medalha, só resta saber a cor’ ,‘…mais um oiro para o Brasil’ nos segundos finais da competição, quando a vitória for iminente.

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spegel

Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.