Batman

Curtir Aguarde... descurtir
 
0

Segunda-feira foi dia de ver Batman, o cavaleiro dos infernos. Acabou a luz do cinema no meio da película, um desatre. As luzes de emergência acenderam na hora, mas em trinta segundos morreram. O lanterninha avisou, tempos depois: “Cabô a luz, negada! Mas esperem que já volta.”

Com a sala em completa escuridão, eu e a minha esposa resolvemos ligar a lanterna do celular (que é um canhão complexo de xenon de quase 10k) e terminar o filme com as mãos, mais ou menos assim:

O bom é que o povo gostou e deu risada. O ruim é que a coisa perdeu a graça 9 segundos depois.


No final das contas recebemos os tíquetes de volta e fiquei quase 24h sem saber o que o Curinga faria com aquela bazuca do Rambo. Mas no final das contas vi um filme e meio pelo preço de um.


Escutei tanta balela sobre o ator e a personagem do Curinga que achei que o cara seria muito mais foda. Talvez a maldade amigável dele não fôra tão diferente, afinal. Mas vale a canja de malvadeza. 

Mais sobre o autor

Ralph Spegel

Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.