A genuína festa-de-polaco.

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Foto de casamento, tirada em alguma cidade bem no meio do Paraná. No verso, ano de 1958. A festa era de casamento, a animação se dava por uma pequena banda composta por um gaiteiro (o sanfoneiro pra cima no Brasil), um triangulista, um violeiro e só. A mistura étnica era bem típica: polonesa, italiana, ucraniana e tracejos gaúchos. De colônias, passejos e tradições. Todos trajados com a melhor roupa da canastra. Da molecada, com certeza eram roupas que vestiram todos os irmãos antes. Apertada ou folgada demais, como sempre. Sapatos? a mesma relação hierárquica. O chapéu era feltro. Coisa que você provavelmente nunca viu e nunca verá, pois isso já é fato extinto e passado na antropologia nacionalista. Foto do acervo familiar.

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Ralph Spegel

<p>Forte, estatura heróide, pálido de argila, barba inteira, rente, pontiaguda, vestindo corretamente, parecia à primeira vista uma dessas nulidades elegantes, a que a natureza, satisfeita por masculinizar-lhes o aspecto heróico, regateia lugar no espaço. Bastava porém, reparar na flexão das suas sombrancelhas espessas, na expressão imperativa do seu olhar, para descobrir dentro dessa míngua orgânica, um caráter em carne viva.</p>